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Pão da vida, Luz do mundo

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Ele veio pão da vida luz do mundo Tinha o olhar quente e profundo E solene tinha a voz Ele veio, mãos vazias desarmadas Nem escudos nem espadas Só o amor por todos nós   Toda noite sem estrelas ele ilumina E as nuvens mais escuras, ele desfaz Ele veio, e agitou a nossa alma E tirou a nossa calma Mas nos trouxe a sua paz POEMA ESPIRITA - PÃO DA VIDA LUZ DO MUNDO (Chico Xavier)

À procura do Amor

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Procurei-te desarvorado e triste pelas terras distantes em loucas aventuras com os outros, sem conseguir encontrar-te.  Aonde chegava a minha ansiedade, deparava-me com as marcas de teus pés no chão.  Penetrei-me pelas lâminas da angústia, dilacerando todas as minhas ambições, em vãs tentativas de te encontrar.  Exauri-me, sem resultado feliz, e detive-me vencido.  Defrontei-me um dia com duas estrelas que se apagavam nos olhos de uma criança abandonada e amei-a.  A sua voz sem palavras e a música de sua necessidade fizeram-me encontrar os três: o próximo, a mim e a Ti, ó Soberano Senhor da minha vida.  Não cesses de cantar, ó brisa ligeira que passeias pelo vale, nem interrompas o teu curso ó água transparente do regato. Toda musicalidade que embala a natureza, faz-se partitura para que o cantor destrave a sua voz de sua garganta e inunde o mundo de harmonias.  POEMA ESPÍRITA - À PROCURA DO AMOR (Rabindranath Tagore)

A História Que Mudou Minha Forma de Amar

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 Em junho de 2013, poucos dias antes do Dia dos Namorados, minha namorada terminou comigo. Sem entender o motivo, passei um mês tentando encontrar respostas. A única coisa que ecoava na minha mente era a voz dela dizendo: "Eu amo você." Um dia, chorando, perguntei ao meu pai: — Pai, se ela dizia que me amava, por que terminou comigo? Ele respondeu: — Meu filho, quando alguém entra na sua vida e depois vai embora, pode ser qualquer coisa, menos amor. Confuso, questionei como o amor poderia acabar de um dia para o outro. Então ele disse uma frase que mudou minha vida: — Você nunca vai superar seus traumas procurando lógica no amor. Construa uma nova história. Quando perguntei de onde viria a força para recomeçar, ele sorriu: — Todo começo nasce de um final. Uma semana depois, meu pai foi diagnosticado com uma doença rara e degenerativa que transformou a vida da nossa família. Minha mãe permaneceu ao lado dele. Os irmãos do meu pai mantiveram viva a tradição das pizzas de sexta-...

A Filosofia do Camelo

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 Uma mãe e um bebê camelo, estavam por ali, à toa, quando de repente o bebê camelo perguntou: - Por que os camelos têm corcovas? - Bem, meu filhinho, nós somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água. - Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas? - Filho, certamente elas são assim para permitir caminhar no deserto. Sabe, com essas pernas longas eu mantenho meu corpo mais longe do chão do deserto que é mais quente que a temperatura do ar e assim fico mais longe do calor. Quanto às patas arredondadas eu posso me movimentar melhor devido à consistência da areia! - disse a mãe. - Certo! Então, por que nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão. - Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto! - respondeu a mãe com orgulho...

Quem foi?

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Poema declamado por Alberto Almeida durante a palestra “O Amor Fonte de Vida” Quem foi que fez o sol tão vivificador? E sua luz esplandente cheia de fulgor? Os trilhões de estrelas que cintilam nos céus. E as nuvens vaporosas como densos véus? A mecânica celeste e os arcanjos profundos. Da eterna ciência que equilibra os mundos. Os microorganismos em desenvolvimento. E os orbes gigantescos em deferecimento. O átomo e a nebulosa, a ameba e o Serafim. E as origens das coisas que nunca terão fim. A virtude impoluta que não se modifica. E a possante energia que a tudo vivifica. Quem foi que fez o vento, a chuva, o trovão? A primavera, o outono e também o verão? O perfume das flores, o som, a luz, o ar. Os campos, as florestas, a terra, o céu e o mar. Quem foi que fez o infravermelho e o ultravioleta? E fez a lagarta surgir uma bela borboleta? O esperto gafanhoto e o formoso rouxinol. Surgindo a alvorada aos clarões da luz do sol. Quem foi que fez as feras bravas e os pecos passarinhos? A a...

O Buda e o Deva

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O Buda estava um dia no jardim de Anathapindika, na cidade de Jetavana, quando lhe apareceu um Deva (espírito da natureza) em figura de brâmane e vestido de hábitos brancos como a neve, e entre ambos se estabeleceu o seguinte "duelo": O Deva: - Qual é a espada mais cortante? Ao que Buda respondeu: - A palavra raivosa é a espada mais cortante. - Qual é o maior veneno? - A inveja é o mais mortal veneno. - Qual é o fogo mais ardente? - A luxúria. - Qual é a noite mais escura? - A ignorância. - Quem obtém a maior recompensa? - Quem dá sem desejo de receber é quem mais ganha. - Quem sofre a maior perda? - Quem recebe de outro sem devolver nada é o que mais perde. - Qual é a armadura mais impenetrável? - A paciência. - Qual é a melhor arma? - A sabedoria. - Qual é o ladrão mais perigoso? - Um mau pensamento é o ladrão mais perigoso. - Qual o tesouro mais precioso? - A virtude. - Quem recusa o melhor que lhe é oferecido neste mundo? - Recusa o melhor que se lhe oferece quem aspira à...

Dois monges e uma mulher: uma Fábula Zen

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Um monge sênior e um monge júnior estavam viajando juntos. Em um determinado momento, eles chegaram a um rio com uma correnteza forte. Enquanto os monges se preparavam para atravessar o rio, viram uma mulher muito jovem e bonita também tentando atravessar. A jovem perguntou se eles poderiam ajudá-la a atravessar para o outro lado. Os dois monges se entreolharam porque haviam feito votos de não tocar em uma mulher. Então, sem dizer uma palavra, o monge mais velho pegou a mulher, carregou-a através do rio, colocou-a gentilmente do outro lado e continuou sua jornada. O monge mais jovem não conseguia acreditar no que acabara de acontecer. Depois de se juntar ao seu companheiro, ele ficou sem palavras, e uma hora se passou sem uma palavra entre eles. Mais duas horas se passaram, depois três, finalmente o monge mais jovem não conseguiu mais se conter e soltou: “Como monges, não somos permitidos a uma mulher, como você pôde então carregar aquela mulher em seus ombros?” O monge mais velho olho...